Quando devo procurar um psiquiatra?

Os motivos que levam um paciente a procurar um psiquiatra são incontáveis.
Entre os sintomas mais comuns estão:

  • tristeza,
  • desânimo,
  • fadiga,
  • insônia,
  • ansiedade,
  • falta de vontade,
  • perda da capacidade de sentir prazer,
  • preocupação excessiva,
  • instabilidade emocional,
  • isolamento social,
  • dificuldades nos relacionamentos interpessoais,
  • experiências incomuns (como ouvir vozes, ter pensamentos repetitivos ou ideias de perseguição).


É importante deixar claro que muitos desses sintomas podem acontecer normalmente e que apenas serão considerados parte de um transtorno se forem intensos, permanentes ou associados à presença de outros sintomas. Muitas vezes é difícil perceber quando comportamentos e emoções deixaram de ser normais e se tornaram uma enfermidade. Daí a importância da avaliação de um profissional especializado.

É também papel do psiquiatra diferenciar se esses sinais e sintomas são decorrentes de outra condição médica (anemia, hipotireoidismo, entre outros) e encaminhar o paciente a outro especialista quando necessário.

Além disso, pessoas sem quaisquer sintomas também podem procurar um psiquiatra com o objetivo de autoconhecimento/autocontrole.


Como funciona o atendimento?

Uma consulta psiquiátrica funciona como toda consulta médica. A partir de uma conversa, o profissional avalia a queixa principal que fez com que o paciente procurasse a consulta, além de avaliar outros sintomas associados e o impacto destes sintomas no dia-dia.

A partir desses dados, o médico faz uma hipótese diagnóstica (isto é, conclui se há um transtorno psiquiátrico), analisa o prognóstico (evolução) e define se há necessidade de tratamento, traçando um plano terapêutico individualizado. Ao final da consulta, tudo isso é discutido com o paciente.

Por vezes, é necessário colher informações com familiares ou pessoas próximas para complementar os dados necessários a fim de definir se há um transtorno.

Na Crisóstomo Guimarães, priorizamos um atendimento detalhado, sem pressa. Dessa forma, teremos o tempo necessário para estabelecer o diagnóstico, planejar o tratamento e esclarecer as dúvidas dos nossos pacientes e dos familiares.


Qual a diferença entre uma consulta
psiquiátrica e a psicoterapia (conhecida como “terapia” ou “análise”)?

Uma consulta psiquiátrica é uma consulta médica com as peculiaridades próprias da Psiquiatria, como qualquer outra especialidade médica. Contudo a psicoterapia (conhecida como “terapia” ou “análise”), é um processo terapêutico de maior proximidade entre o paciente e o profissional em que a busca pelo auto-conhecimento e pelo auto-controle serão essenciais na redução de sintomas ou no crescimento individual.


Quais são os tratamentos existentes?

A base terapêutica no acompanhamento dos transtornos psiquiátricos é a psicofarmacologia (remédios) e a psicoterapia (terapia pela conversa). O objetivo do tratamento é o paciente alcançar a melhora dos sintomas, retornando à sua rotina, com o mínimo de efeitos colaterais.

Além da psicofarmacologia e da psicoterapia, existem outras abordagens terapêuticas, como a neuromodulação (estimulação magnética transcraniana, eletroconvulsoterapia, estimulação do nervo vago) e as terapias farmacológicas experimentais (canabidiol, ketamina, óxido nitroso), que serão implementadas no arsenal terapêutico da Crisóstomo Guimarães.

Muitos pacientes se preocupam se ficarão “dopados”, sonolentos ou se os medicamentos atrapalharão o raciocínio e o dia a dia. Na Psiquiatria, os medicamentos se assemelham a qualquer outro na Medicina e podem ter efeitos colaterais leves ou intensos, a depender do remédio em si, da dose e do organismo do indivíduo.

É nosso compromisso informar ao paciente por que um tratamento foi escolhido e quais são os possíveis efeitos colaterais. O acesso ao médico será facilitado para esclarecer dúvidas ou manejar complicações.

Nossos tratamentos buscam seguir os padrões de uma Medicina atualizada, com base em evidências científicas, e não apenas na opinião ou no que o psiquiatra “acha” adequado.


Como identificamos a melhora do quadro clínico?

Através de consultas consecutivas e avaliações minuciosas poderemos perceber, por exemplo, que aquele estado constante de ansiedade, tensão e angústia diminuiu (ou desapareceu); que o paciente agora dorme tranquilo ou não “explode” mais diante de qualquer contrariedade.


Todos os casos têm solução?

Existem casos refratários (isto é, que não melhoram com os tratamentos habituais). Nessas situações, buscaremos terapêuticas/abordagens alternativas (neuromodulação, canabidiol, Ketamina, psicoterapia mais de duas vezes por semana) e redução de danos (melhorar o máximo possível os sintomas, a qualidade de vida e o funcionamento no dia-a-dia).